segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O Papai Noel que era Papai Noel de verdade

Certo dia recebi a missão de entrevistar um Papai Noel, daqueles legítimos, com barba própria e carro também, sim, ele era independente e não possuía renas!
Já nos momentos finais da minha preparação chegou a hora de ir pra casa dele. Duas voltas no bairro até encontrar sua rua, tão discreta que fácil foi passar direto por ela sem entrar ali...a-l-í.
Bem, vamos tentar de novo, mas sei que entra numa dessas transversais da Otto Renaux...
- Senhora, onde fica a Rua Evilársio Gevaerd?
- A primeira à esquerda, moça!
- Ah! Eu sabia...
E então meu cinegrafista e eu entramos na, estreitíssima, Evilásio Gevaerd e finalmente encontramos sua residência.
-Mas olha só, lá está aquele carro que ele usa no Natal! Ué, cadê ele?

                                     -Ho-ho-ho! Esperem aí fora, o cachorro é bravo!
Olha, sempre falam “Pode entrar que o cachorro não é bravo”, ele já avisou que o dele era!

Entramos, fomos admirando sua residência, vendo traços de que ali morava um Papai Noel de verdade, dava de ver nos detalhes da casa, tinha relógios gigantes na parede, neste momento descobri que ele também trabalhava com conserto de relógios! (A gente pode fazer duas matérias, né? Nem pensar, Juliane, hoje é só essa!).

O cinegrafista preparou o tripé, a câmera, o microfone, se posicionou num lugar que a luz que vinha de fora não nos desfavorecesse, eu ajeitei a gente no sofá, e começou nossa entrevista. Começou como uma entrevista, eu fui conversando, fui lembrando da infância, fui me remetendo aos meus antigos natais, onde, literalmente eu esperava o ano inteiro pela minha boneca. Mas tinha que ser dada pelo Papai Noel, se não que graça teria?
- Papai Noel, mas como o senhor se chama?
- Pingo!
- Hãn...
- Meu nome é Rubens Seyferth.
- Como?
- Rubens Seyferth.
- O senhor tem um sobrenome difícil.
- Não, é bem facinho, só escrever S-E-Y-F-E-R-T-H.
O Papai-Noel riu. E eu ri também, depois!

A gente ia se emocionando junto conforme a conversa tomava rumos nostálgicos e o cinegrafista já sinalizava que tínhamos que ir finalizando a entrevista, pois o tempo estava se esgotando. Aliás, essa história de tempo limite em entrevista que a gente viaja junto com o entrevistado é sacanagem, né? Dá vontade de ignorar o cinegrafista, mas depois ele me pega, (risos)!

A gente finalizou a entrevista, nos despedimos e fomos embora! Fui falando dele no caminho, e da minha emoção em entrevistar o Papai Noel.
Dias após isso, encontramos seu Pingo no Shopping Gracher, fazendo a alegria das crianças.
- Será que ele vai se lembrar de mim?
Veio em minha direção, e me deu um monte de bala...
-Poxa, eu estou me sentindo muito feliz, acabei de ganhar bala do Papai Noel, e...será que ele deixa eu fazer uma foto com ele?”
Fiquei tímida e fugi, sem fazer a foto. (eu ri sozinha aqui na sala agora se lembrando disso!).

Sábado, 22 de novembro de 2014

Hoje é sábado, fui para a rádio, apresentamos o Jornal, hoje está um dia cinza pela manhã, tempo nublado. Cumpri meus afazeres, a tarde fui no meu projeto da faculdade com os Bombeiros e a noite fiquei em casa. Certo momento, vagando pela internet, me deparo com uma foto do Papai Noel Pingo. Sem ler a legenda, automaticamente me veio à mente que, de fato, já estamos no natal, e que Seu Pingo já está se preparando para viver seus dias mais esperados do ano.
Deixa eu ver o que está escrito aqui...

                                               -Descanse em paz, Papai Noel, vamos sentir saudades”.

 Foto: Divulgação Facebook


Oi? Oi? Que história é essa? E o natal das crianças? O Papai Noel do Shopping Gracher? E os dias mais iluminados do Seu Pingo, como fica? Gente, é natal e o Seu Pingo morreu?
Levanto da cadeira, dou meia volta, não entendendo o porquê daquilo...
Caio na realidade, mas demoro em aceitar. Pego o telefone, ligo pra Central Funerária e tenho a confirmação. Faço 30 perguntas para o operador e ele só vai confirmando o que eu torcia para não ser verdade...sim, estavam mesmo falando da mesma pessoa que eu não queria que partisse, nunca!

Parece pouco, mas foram 70 anos sendo Rubens, quase uma vida sendo Pingo, mas o coração foi e sempre será do Papai Noel, o mais doce, verdadeiro e brincalhão – Pingo!

Então só me resta o conformismo e deixar aqui meus mais sinceros e profundos votos de sentimentos à família, amigos e, permitam-me à ousadia, também às crianças que acreditam na magia do Natal - como eu!


“Foi pouco tempo, mas valeu...vivi cada segundo”.






J.F.





sexta-feira, 26 de julho de 2013

Pai e mãe em dobro

26 de julho...dia da Vó e do vô...

"Saudade, palavra triste quando se perde um grande amor. Na estrada longa da vida, eu vou chorando a minha dor♫♫..."

Assim defino o que me leva ao encontro com meu avô quando me pego pensando nele..quando chegam as datas comemorativas que me remetem ao meu avô, é sempre um momento triste. Uma morte que chegou do nada, o fez chorar de dor, fez sofrer até o último segundo..e inacreditavelmente o levou..
São momentos como este que me faz pensar "POR QUÊ?"
Por quê pessoas boas que plantaram apenas coisas graciosas, que distribuíram tudo que tinham aos que eram desfavorecidos, sofrem?
Meu avô parava os carros na beira da estrada para distribuir sacos de frutas, como laranjas doces e poncâns porque ele já tinha em abundância no sitio dele...distribuía melancias, abóboras, milhos e pepinos para os motoristas, amigos e familiares pois qualquer pezinho que ele plantava, os frutos eram em excesso...se meu vô jogasse uma semente de feijão em qualquer canto, ela brotava, crescia e alimentava um almoço e duas jantas!...Para poder não perder a hora para ir para a escola, há 10 km de casa a pé, era melhor dormir na casa da vó. Lá, logo às 5h nos 820 Khz da Rádio princesa AM, Everybody wants to rule the worlds já embalavam os primeiros cacarejos do galo que acordavam os sonolentos sitiantes da comunidade do jararaca, em Roncador PR. Embora eu nunca conseguisse dar bom dia ao meu avô pois, horas dessas ele já se encontrava longe levantando uma cerca, puxando um arame, carpindo um canteiro, ou tratando dos bichos (minha parte predileta por anos).

Enfim, me pergunto, onde está escrito que essas pessoas que amamos precisam ir embora daqui:? não estão incomodando ninguém, nem fazendo mal, muito pelo contrário. Devolvam meu vô, por favor...não precisa me dar mais nada, apenas devolvam meu vô. Mas a vida é feita de encontros e despedidas, mesmo que, na maioria das vezes, contrárias as nossas vontades.

Vó...hoje é seu dia...Te amo..obrigada por ter casado com o Sr. Pedro Ferreira, ter dado à luz à minha mãe, e ela ter me presenteado com um avô tão pai que eu nunca tive...Sem mais!





Juli's




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sábado, 6 de julho de 2013

Dente do siso, para quê te quero?


DENTE DO SISO..........




Ah, para meu, qual a graça desses tais dentes do siso?
Meu primeiro dentinho do INDEsiso nasceu quando eu tinha meus 18 anos..tão bonitinho, não doeu nem me incomodou!
Porém, agora aos 23 vem o segundo do meu arco dentário inferior!
Doeu tanto que a impressão que eu tive, era de que o dente vinha nascendo destruindo toda e qualquer estrutura que o protegia....Não tem problema, se for para me dar mais juízo, caso contrário, abrirei um processo contra esse infeliz kkkkkkkkkkk!


Juli's




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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Para quê ter filhos?

...Se é para mal trata-los perante as pessoas na rua?

Não há nada nesse mundo que me arranque mais a atenção e revolta do que ouvir choros e gritos de criança em locais públicos..
saio logo procurando a fonte do "grito inocente"..Me sufoca, me agonizo, preciso saber o que a faz chorar..
e na maioria das vezes, é por puro desleixo e irresponsabilidade da mãe...
Tenho vontade de ir até ela e gritar junto com a criança...isso mesmo..."Oooh, ele só quer tua atenção".

Em Brusque, vejo casos de mães andando na rua com os filhos, ela a passos largos e ligeiros, o pequeno ser tenta acompanhar, mas como seus passinhos são mais curtos, ele corre...dois passos da mãe é uma boa extensão de corrida do filho.

Ora, me pergunto, o que faz um ser humano ter um filho e não ter paciência de compreendê-lo? É preciso ter harmonia com o filho...uma boa mãe NÃO nasce sabendo ser mãe, ela se torna mãe e nasce SIM no dia em que dá a luz...

Se seu filho não está te respeitando na rua, é porque tu não fosse a mãe que ela precisou em casa. É serio. Qual o filho que é mal educado na rua se tem uma boa convivência com os pais dentro de um lar? dentro daquele lugar que ele jamais pode por o pé para fora se não foi ensinado como se viver fora dele?

Certas mães e pais me dão preguiça.





Juli's



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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Quem ser?




BOM DIA TAMBÉM!


Sim...voce abre a janela do quarto e vê esta cena.

Qual sua reação?
Eu tive 3:
1 - Alguém trabalhando;
2 - Alguma coisa será montada na praça;
3 - Ah, são os moradores de rua.

Eles são meus vizinhos. Sim, já chamo de vizinho porque eles escolheram a praça Gilberto Colzani para habitar, esteja chovendo, sol, ou qualquer outra coisa, lá estarão eles..

Enfim...de barraca não né?

Muuuttllleeyy, faça alguma coisa!!!





Julis's




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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Encontros e Despedidas...

O último dia da FenaJeep foi marcado por um sentimento já de saudade...toda organização  prestou atenção em cada detalhe para que seu encerramento tivesse um gostinho de "quero que venha logo a festa de 2014". Bem, no dia 2 ela se encerrou, e assim como no seu inicio, termino as postagens sobre a festa Off road com uma foto panorâmica do seu último dia!



Mas...não posso deixar de falar do casal de alemães..mal sabia eu e o Jo que conheceríamos na FenaJeep dois grandes novos amigos, mas neste caso, parece ate amor de verão, a convivência durou apenas nos dias da FenaJeep rsss...brincadeiras à parte, deixo aqui registrado meus sinceros sentimentos de gratidão ao casal Petra Mester e Stefan Sigl (ela professora aposentada e ele Diretor de TV).
Na segunda-feira (3), eu e meu namorado, juntamente com nosso amigo Valmir Groh, convidamos o casal para um passeio por Brusque, para que eles pudessem levar um pequeno pedaço de Brusque em suas memórias (e na câmera fotográfica), num cantinho especial da sua bagagem no Motorhome...espero que tenham gostado do passeio, assim como gostamos tanto de tê-los por aqui..porém, em terrinhas familiares, haja vista que Brusque respira descendências, tradições e culturas alemãs...

Bis zum nächsten mal freunde....heimweh!!!


 www.viajantes.de




Ju.



Me dá esse Jeep Rosa??

- "Nem pensar..é nosso xodózinho"
- Ok. Mas posso entrar nele?
- Claro..sobe lá!

ÊêÊêêêê........

Olhem para isto mulheres..Não é divo e deuso demais??
Eles estão há vários anos participando da Fenajeep, mas em 2013 resolveram inovar...
Paty e Wilson trouxeram um Jeep Rosa de SP, diretamente do ABC paulista que ficou exposto no salão Off road...absurdamente divino!!!

 - Não vai me dar mesmo?
 - NÃO.
- Ok.